segunda-feira, 30 de maio de 2011

A morte


Devemos ,segundo palavras psicografadas por Chico Chavier,"aceitar a morte assim como o dia aceita a chegada da noite tendo a confiança que breve deverá raiar o sol"
ASSIM COMO FOMOS LANÇADOS NA VIDA,também seremos lançados fora dela sem saber para onde iremos.É assustador porque estaremos sendo lançados para o desconhecido e este,sempre nos amendronta !!! Lidar com situações novas.sempre nos tira da comodidade de nossas certezas
TODA MUDANÇA , É NA VERDADE A MORTE DAQUILO QUE CONSIDERÁVAMOS até então real,daquilo que estávamos convictos porem é também a abertura para umna nova situação ,que vai requerer novas estratégias para sua acomodação!!!
Na vida temos todos os dias a chance de um novo recomeço,cada dia que ficou no passado , pertence a ele e já está morto para nós.Tudo na vida tem seu apogeu e seu declínio Desde as grandes civilizações até o dia a dia, de cada um de nós.
A vida é ciclica ,tem começo meio e fim.Até mesmo as estações do ano,são cíclicas, no inverno a vegetação parece acabar e quando tudo parece convergir para o nada a primavera ressurge,bela colorida triunfante..
Embora não tenha religião definida , prefiro acreditar em Chico e na"indefinida benção do recomeço"
Tem sido assim desde a aurora do mundo,por certo a morte também , não é o fim!!!

domingo, 15 de maio de 2011

velhice


A velhice é uma fase da vida e pode ser tão bonita como qualquer outra ,basta deixar de lado o desejo de ser eternamente jovem, como preconiza a mídia e voltar para seu interior.,pode-se ver que estamos cercados de coisas lindas que a vida nos ofereceu.
Tudo que temos , faz parte do acervo que foi conseguido,apreendendo com nossos sucessos e fracassos.Estes, fazem parte da história de todos nós,Quem não viveu não conhece essas sensações,envelhecer portanto é o coroamento de nosso viver ,mais uma etapa, como foi a juventude e a infância
A velhice traz maturidade ,experiência e o doce sabor do conhecimento.Ao mirar o espelho podemos ver um rosto marcado pela passagem dos anos,csda ruga conta uma história,a estória da vida de todos nós,das emoções que tivemos,os sucessos e percalços estão bem alí,nas marcas indeléveis trazidas pelo passagem inexorável do tempo ...
Isso não deve ser motivo de frustação Uma rosa, mesmo murcha enfeita o lixo que a carrega.A rosa teve sua finalidade e sua falta será sentida pelo seu entorno,
Que adianta ter um rosto sempre jovem.se não nos sentimos jovens? carregamos a bagagem adquirida ao longo do tempo vivido. Ela pesa porque está abarrotada das experiencias,dos sucessos, dos desenganos...A pessoa que sente isso.existiu.
Na velhice,não se pode mais acompanhar, as frenéticas mudanças da juventude ,mas pode ,com sabedoria , levar estas mudanças no ritmo próprio
O grande paradoxo da vida é " viver mas não envelhecer" Mas para não envelhecer é preciso morrer e morrer , ninguem quer!!!
Viver,então deve ser o lema! Viver sim e descobrir a beleza que existe em cada fase desta curta existência terrena!!!

terça-feira, 5 de abril de 2011

A busca do homem...


o homem tem buscado através dos anos,tranformar e conquistar o mundo objetivo.Tem tido exitos na area espacial,dominam a natureza,as invenções foram uma marca constante do Seculo vinte Mas deixaram a desejar no que tange a realização humana,especiaolmente no plano espirituale com diz Galleano com muita propriedade"vivemos hoje um aterrador crepúsculo espiritual"
Embora,tenham surgido religiões de todos os tipos,tanto as cristã como as demais´´.Algumas até com fins lucrativos pois,que deixam de contribuir com impostos e demais taxas.Estas pessoas inescrupulosas,passam a exercer um tal facínio nos irmãos que estes últimos são capazes de dar até a roupa do corpo,pela graça de receber o dobro em saude e prosperidade prometidas pelo pastor,Outras vezes os fiéis são massa de manobra para sustentar o status quo,porque a felicidade,a riqueza e a fartura,se nada ganharem estão aínda satisfeitos ,pois que os privilégios dos crentes não são na terra e sim no céu A religião tem sido usada também como instrumento de pressão....
QUANDO OS HOMENS concientizarem-se de que a essencia de todas as religiões é a mesma,é Deus.SE ISSO VIER ACONTECER com certeza cessarão as contendas entre os grupos religiosos distintos
Quando o homem peceber que é um ser finito apenas no corpo material, mas não no espírito Se observar que algumas árvores e vegetais morrem no inverno e depois renascem exuberantes na primavera compreenderá que a morte não é um etapa final da vida mas uma evolução para novos caminhos do Senhor.
O homem não é um ser completo mas um ser que se completa com outros de sua espécie e também com o reino vegetal e animal,quando conseguir compreender isso deixará de agredir a natureza ,conviver melhor com os animais que nos rodeiam deixará de manipular o ambiente . deixará de ser uma ameça à extinção biológica de sua própria especie.Este deverá ser o homem do futuro,comprometido e integrado com o meio ambiente e com o lado contemplativo da realização humana .com crescimento e discernimento nas questões espirituais!!oXALÁ ACONTEÇA!!!!!

sábado, 15 de janeiro de 2011

domingo, 4 de julho de 2010

O Coração e Suas Razões



Era professora, sempre rodeada de livros, seminários e revistas, principalmente de ensino.
Verbosa, com talento para não repetir palavras. Não repetia duas vezes a mesma palavra. Tinha sinônimos para tudo. Os verbos, declinava-os todos, até o subjuntivo, se preciso fosse. Terminava bem todos os vocábulos, os esses e erres eram pronunciados com ênfase.
Era viúva há mais de quinze anos e aposentada. Costumava fazer seu passeio diário ao redor da praça, que tinha, num dos lados, a frente para uma linda igreja, criada pelos padres jesuítas.
Gostava de entrar na igreja para fazer oração. Tinha sido muito bela e ainda mostrava traços marcantes de sua antiga beleza. Era altiva, mas generosa e muito educada.
Vestia-se com elegância e, depois que se habituou com a bolsa à tiracolo, mesmo sabendo que comprometia sua silhueta, devido a escoliose pronunciada, não abria mão desta, por ser muito prática.
Num domingo de manhã, após a missa, sentou-se no banco da praça e ficou observando os transeuntes. Era gente que ia e vinha, crianças de bicicleta, jovens abraçadinhos arrulhando como pombinhos, apaixonados. Era bonito de ver!!!
Reparou num senhor, forte e meio calvo que lia o jornal, na parada do ônibus. De repente, um pé de vento, arrancou-lhe o jornal das mãos, que saiu desfolhando-se todo. Ela levantou-se rápido, apanhando o que pode do jornal desarticulado e devolveu a seu dono. Ele ficou muito agradecido. Pediu para sentar a seu lado para por em ordem o jornal.
Conversaram sobre banalidades, até que ficaram sabendo um do outro. Ela, viúva. Ele, divorciado. Ela, com filhos criados e casados. Ele também. Ele gostava de escrever. Ela, de ler...
Assim, começaram uma amizade, sempre se encontrando na pracinha. A amizade já durava dois meses. Numa tarde muito quente, ela não viu mal nenhum em convidá-lo a tomar um suco no seu apartamento, tão pertinho. Uma quadra da igreja. Ele aceitou... Deste dia em diante ele passou a visitá-la no apartamento.
Certo dia, porém o homem pegou sua mão e encostou no seu rosto!
- Sabe, eu estou tão sozinho!!!
Nesse momento, a professora ficou imóvel, não por achar atrevida a ação do homem, mas porque seu corpo tremia respondendo a um apelo que, ela imaginava, estivesse enterrado com seu marido! O rosto em brasa, os lábios tiritando.... Foi quando se deu conta de sua loucura. Como uma mulher de sua idade, poderia estar sentindo isso. Que pensariam seus filhos? Seus vizinhos? Ela não tinha este direito...
- Que é isso? Sou uma viúva de respeito! Saia já de minha casa!
Mas o que nos impede? Disse ele numa voz sumida, quero sua companhia... Gosto de estar contigo!
Por favor não insista. Ele saiu lentamente. Ela ficou ouvindo seus passos que se afastavam no corredor...
Chorava convulsivamente. Perguntava-se:
- Será que eu tenho este direito? Como o corpo pode reagir assim após tantos anos de solidão? Pode uma viúva sentir estas reações de adolescente?
Chorava, por que ele se fora. Chorava por ela mesma. Não sabia, as lágrimas se confundiam. Forças estranhas se debatiam dentro dela. Vergonha e desejo. Vergonha sujeira, pecado, desonra... Desejo, correspondia ao sexo e ao amor!
Mas ela não se sentia capaz de tal aventura... Não tinha esta coragem.
Foi ficando triste e perdeu a alegria de viver.
Nunca mais se ouviu falar dela.

domingo, 27 de junho de 2010

A paixão tem seu preço

Laiza, mulata vaidosa, gostava de vestir-se bem. Sua mãe era costureira e fazia lindos vestidos para ela. Dona de um corpo escultural, que deslumbrava os homens quando fazia a entrega dos vestidos encomendados pelas grandes damas da sociedade. Havia sempre um comentário quando de sua passagem. Como uma menina tão jovem pode ser tão sensual???
Laiza era saudável, gostava de festas, namoricos e pinturas. Era capaz de trocar um vestido por um baton, rouge ou algo que lhe ressaltasse, tornasse mais marcante seu lindo rosto...

A moda entre os mais abastados era procurar casas à beira mar para passar os períodos de férias. Dona Neiva nunca deixou Laiza acompanhar suas clientes nestes passeios. O máximo que lhe permitia era andar de bicicleta e com roupas adequadas, como exigia o Esporte. Um short bem comportado!!!
O pai de Laiza, mulato pobre mas distinto, começou a temer pela reação que a beleza e a graça da filha despertava nos homens. Não demorou muito e começaram a aparecer os pretendentes... Ela ria e dizia: “Pai, eu não estou interessada em namorar, pode ficar sossegado”. Sossegado ele? Estava sim era preocupado, daí a pouco, faria a festinha de seus quinze anos e daí? Era preciso que Laiza encontrasse um homem trabalhador e sério para casar. Estamos em época de guerra e as mulheres vão ficar cada vez mais sozinhas, ao que tudo indicava. O Brasil também seria convocado a entrar, a qualquer momento, nesta guerra... Pensava ele...
Não demorou muito, uma vizinha viúva e com quatro filhos moços veio morar na mesma rua da casa de Laiza.
Todos os rapazes trabalhavam, dois com mercearia, um com padaria e o outro servia o exército. Este último, o mais malandro de todos era enfermeiro!! Bonito, alegre com belos olhos castanhos... Era um boêmio, insinuante e conquistador.
No dia da realização da festa do aniversário de Laiza, a familia foi convidada e todos compareceram!!!
Laiza estava linda, num vestido florido com mangas longas e um generoso decote nas costas, moda proposta pela modelo e atriz Greta Garbo. O visual sofisticado não combinava com a idade da mocinha. Mas “moda é moda”, pensava sua mãe! Para as loiras da época o modelo era Marlene Dietrich!!!
Laiza não tinha nenhum namorado, mas seu coraçãozinho já tinha dono! Desde que vira o enfermeiro, não parava de pensar nele, via nele tudo de bom, charmoso, bonito, cantava e tocava como ninguem!!! Era preferido pelas solteiras da região.
Ele acompanhou, no violão, o parabéns, cantado para ela.

Depois pediu licença para tocar um dos sucessos de Carmem Miranda, em homenagem à aniversariante. Foi solicitado a tocar outras melodias de Dircinha e Linda Batista, que eram sucesso das cantoras de rádio.
Já passava da meia noite quando os convidados começaram a se retirar, Laiza estava na sacada, sentindo a brisa leve e fresca da noite e agradecendo às estrelas o sucesso da festa!!
Alguém lhe enlaça os ombros e pergunta: “Sozinha?”
Seu coração parou, ou quase!
- ahn!

Foi só o que disse!
Enlaçou-a pela cintura e falou:

-Juro pela estrela mais brilhante do céu que nunca mais ficaras sozinha!
O coração batia tresloucado, quase a sufocando... Ela estava em seus braços e a vida era maravilhosa... Ele sussurrou mais algumas palavras de amor ao seu ouvido e ela encheu-se de alegria jubilosa!!
Pediu licença para namorá-la e começou a frequentar a casa. Cantava só para ela, dançava só com ela. Só havia festa para ele, enquanto estivessem juntos. Foi granjeando a simpatia da família, até que começaram a ter mais tempo a sós.
O rádio lançava notícias sobre a guerra, as atrocidades cometidas por Hitler.

No Brasil, a revolução Constitucionalista acaba, com a instituição do Estado Novo.
Mas a vida não para... nem diante da guerra, nem diante do amor.
-Grávida?
Perguntou-lhe sua mãe. “Que vergonha para nós? Que dirá seu pai?”
O pai ficou tão abalado que tentou suicídio. Expulsou Laiza de casa!!! O noivo há duas semanas não aparecia...
Quando foi procurá-lo, ele lhe disse:
-Querida eu não conseguirei prender-me a uma vida de casado!!
-Mas eu não tenho para onde ir?
-Casar até caso, mas não te prometo que mudarei meus hábitos!
Casaram numa cerimônia simples, apenas os pais e padrinhos. Ela foi morar com a sogra, já que os outros filhos estavam noivos e, logo, logo, deixariam a casa só para eles.
Os sonhos da mocinha caíram por terra quando ele voltou de manhã, da farra, com os amigos boêmios, na noite do casamento!!!
Laiza chorava, perguntando-se:
- O que havia de errado? Porque ele já não era mais o mesmo?
Ele como bom malandro, desculpava-se lhe beijava e ela esquecia tudo!!
Passara-se um mês... Era o primeiro aniversário de casamento. Colocou uma mesa bem bonita com velas e flores. Ficou a esperar-lhe.
A vela acabou, a comida esfriou e ele não apareceu.
Não voltou por três dias.
Como uma sombra ela procurava por ele. Ninguém sabia ou queria informar. A sogra nada disse, manteve-se calada.
Laiza foi sentindo um vazio enorme, sua cabeça parecia oca. Ficou tudo escuro e ela caiu!!Não resistiu a curetagem, morreram: Ela e a criança... .
Um vulto todo de preto, abriu alas no enterro. Ele queria vê-la!!!
Saia daqui gritou a mãe desesperada! saia seu monstro!
Perdão, Laiza perdão!!!
Mas ela já não podia mais ouvi-lo!!!
Uma música, ouvia-se ao longe, como fosse a resposta de Laiza:
"Monstro tirano porque vens agora? Lembrar-me as mágoas que por ti passei?
Lá neste mundo em que vivi chorando... Desde o momento que te vi e te amei...”