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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Divagando


Como o oscilar de um grande relogio,vai a vida se descortinando à nossa frente...Ora a alegria, ora a tristeza...

Os acontecimentos mudando como as estações do ano.Os parametros então norteadores,desaparecem ou balançam. O que era até então, agora já não o é mais...O
ontem esmagado pelo hoje.

Como corrigir erros, que sequer foram percebidos, e como fazê-lo se o tempo não volta mais?

Uma palavra pode mudar uma vida, como então não a reconhecemos? Porque o coração que ora chora, ainda pouco ,poderia revelar um êxtase paradisíaco. Onde está a sutil diferença?

Veda-se os olhos,por decisão própria.Cada um apenas ve,aquilo que quer ver.Optá-se por ver-se aquilo que é considerádo aceitável,para todos Aquilo que adqua-se dentro da chamada normalidade. Mas o que é ser normal? Normal para quem? Para a sociedade, pode ser a resposta... Mas não estará essa enferma! Seria sadio querer ajustar-se a ela? Onde estão os antigos valores e quais são os novos?
ninguém sabe...

Existe uma acomodação geral todos gostariam que ouvesse mudanças,mas ninguem dá um passo sequer nesta direção.Prefere-se, viver no véu da opacidade,deixando uns para os outros a responsabilidade de rolar a vida.Situação bastante comoda,ninguem é resposável por nada!!!

Mas se rompido o véu por força dos fatos,terá alguem a coragem de enfrentar a dura realidade ou vai esconder-se detrás do positivismo:tudo está bem,Tudo deve ficar como está... Melhor a ignorancia,a mudez.

Melhor ficar calado.Que a vida aconteça lá fora...

E se atropelados por fatos traumáticos,tiver alguem que acordar da madorrenta sonolência e perceber que o mundo não é um lugar, onde todos são felizes, alegres,ricos sádios embora só isso o queiram demonstrar..

Se puder esse alguem tomar consciencia da importancia do seu lugar aqui e agora,de que ele pode tomar as rédas da sua vida e, traçar seu rumo de forma a contribuir com sua presença , para a melhoria do mundo, talvez nem tudo esteja perdido. Restará ainda o consolo de de algo chamado esperança ...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Delírio

Nada acontece! Os dias e as noites sucedem-se numa monotonia inquietante...

O silêncio é marcado por passos. Toc... toc... toc... O medo é o eterno companheiro. O silencio à noite chega a ser aterrorizador. Saúdo com certa alegria o som de vozes alternando-se. Deve ter amanhecido. Essa é a diferença entre o dia e a noite!

O infindável dia. Começa a se arrastar até que aparece alguém, que terá que sair rápido, por ter deixado muitos compromissos lá fora . É o horário de visitas! Sempre com muita pressa, alternam-se os visitantes, aliviando sua consciência por terem cumprido seu papel...

Dias, noites, horas e minutos esvaem-se lentamente como uma interminável estrada deserta. Silêncio... Silêncio e solidão. A solidão dói mais que uma dor física porque dilacera o coração.

A vida nos tira o direito à convivência, quando nos marca com a doença. Especialmente na velhice, quando em fase terminal... Só temos máquinas por nossas companheiras nos momentos de agonia! Por que não se pode morrer apertando a mão de um ente querido? Porque tem que ser assim? Tão só e entre gente desconhecida? Será que não há uma forma para uma passagem mais amena?

De repente tudo se transforma. Uma mocinha linda vestida de azul.Uma bailarina de balé clássico, dança sorrindo... sorrindo... na neve! Tudo é tão gelado, mas ela dança com a força vicejante da primavera.

Estou cara a cara com a bailarina, minha imagem confunde-se com a dela. Hum, que bom... Tenho o domínio de meu corpo novamente, ele flutua... Flutua no espaço! Com total liberdade de movimentos...

Já tinha me esquecido da beleza e da leveza da juventude. A juventude não tem época por que é sempre juventude. Sinto-me tão jovem!!! Flutuando... Flutuando. Tão livre, tãolivre, flutuando... flutuando...